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Julien Renard
Julien Renard
Os vinhos de Julien Renard começam a não ter necessidade de grande introdução. Dada a notoriedade que tem vindo a ganhar entre apreciadores de vinho internacionalmente.
Julien fez a sua primeira colheita em 2018, na altura com um pouco menos de 1 hectare, hoje cultiva quase 2h de vinha, na vila de Winningen no baixo Mosel.
O que encontramos são vinhos secos, tensos e profundamente minerais, com acidez vibrante e uma harmonia impressionante, aliados de uma textura poderosa, concentração e grande complexidade aromática.
Estágios em barrica os vinhos tendem a ter um equilíbrio perfeito, entre ligeira oxidação, redução, mas mantém toda a frescura e profundidade que gostamos da região.
Gott’che
Estamos diante de alguns dos Rieslings mais ousados já produzidos no Mosel — ou mesmo na Alemanha. Um encontro e harmonia entre mineralidade extrema, concentração, e complexidade com uma nitidez absoluta, pureza cristalina, acidez incisiva e energia que parece não ter limites.
Este é o único vinho de parcela que Renard elabora de forma contínua, todos os anos. É uma parcela Gross Lage - Göttchesberg, provém de uma pequena área de 0,3 hectare situada na parte mais baixa do Domgarten, em Winningen. As uvas passam por uma curta maceração durante a noite e são prensadas em prensa vertical de cesto. Em seguida, o vinho estagia por cerca de 20 meses em barrica de 500 litros, mantido sobre as borras.
Julien faz a vindima desta parcela em quatro passagens sucessivas, tratando cada uma de forma autónoma, desde a prensagem até à fermentação. Em todos os anos, o vinho final nasce de uma selecção das melhores barricas.
Le Ch’ti
O nome Le Ch’ti faz referência à região, às pessoas e ao idioma do norte de França, de onde é originário o pai de Julien, a quem este vinho é dedicado.
Trata-se de uma selecção de barrica que Julien realiza todos os anos, o que significa que o vinho muda de perfil a cada colheita. Enquanto Got’che procura expressar fielmente o carácter de uma parcela específica, Le Ch’ti representa, em cada ano, a barrica que Julien considera ser a melhor da sua adega.
As uvas são vindimadas e prensadas directamente, seguindo-se um estágio em barricas de 500 litros. Em prova, o vinho mostra-se extremamente vivo e energético, com grande complexidade e muito equilibrado. O final é longo, tenso e preciso, marcado por especiarias e notas cítricas vibrantes. Consegue conjugar, de forma notável, delicados apontamentos de oxidação controlada com toda a frescura e profundidade do Riesling. Um vinho verdadeiramente impressionante.
